Produções científicas dos membros do
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicologia (NEPP):
"Sociedade e biodiversidade na Mata Seca Mineira"
Autores: Felisa anaya, Rômulo Barbosa e Cristina Sampaio.
Resumo: O reconhecimento do homem como principal elemento na natureza que causa e propicia mudanças no uso da terra traduz a necessidade da inclusão do estudo da dimensão humana e social na construção de conhecimento científico em Florestas Tropicais Secas. Ao considerar o forte impacto antrópico, nesse tipo de bioma, a preocupação atual dos conservacionistas, dos cientistas sociais e dos tomadores de decisão se pauta sobre os componentes ecológicos e sua articulação ao desenvolvimento sustentável das populações que dependem dos recursos naturais de Florestas Tropicais Secas. O Parque Estadual da Mata Seca, área de estudo da rede de pesquisa Tropi-Dry, é descrito nesse trabalho, no contexto da transformação antrópica no norte de Minas e da discussão sobre meio ambiente, sustentabilidade e território.
Palavras-chaves: meio ambiente, sustentabilidade, território.
Disponível em: http://www.unimontes.br/unimontescientifica/revistas/Revista%20V8_N1/ARTIGOS/Sociedade_e_Biodiversidade/Sociedade_e_Biodiversidade%20v8n1.pdf
"COMPORTAMENTO POPULAR QUANTO À PROLIFERAÇÃO DO AEDES AEGYPTII EM MONTES CLAROS, MG. UMA ABORDAGEM ETNOGRÁFICA"
Autores: Cristina Andrade Sampaio e José Francisco Fernandes Quirino dos Santos.
Resumo: Este artigo responde à seguinte questão de pesquisa: Por que – e como – o habitante não se protege do dengue, embora conheça exaustivamente os modos de procriação do mosquito e as técnicas para impedir que isso aconteça? O método consistiu na análise dos anúncios do governo feitos na televisão local, análise do conteúdo das campanhas públicas de informação de proteção contra o dengue e pesquisa qualitativa com a população local para determinar razões e motivos de abandono de medidas conhecidamente protetivas contra o dengue. Confirmou-se a hipótese inicial de que as medidas de proteção formam um conjunto complexo e variável de ações a serem freqüentemente repetidas, tão complexo e tão freqüente que não permite priorizar adequadamente as medidas contra a doença, isso ocorrendo num universo cheio de outras doenças consideradas mais graves. Embora a Saúde seja uma incumbência constitucional do Estado, faz-se a população de agente de sua própria proteção. Isso é muito ineficiente e altamente incivilizado. A população civil e pobre não serve como agente de proteção contra o dengue.
Palavras-chaves: Dengue. Campanha de prevenção. Aedes aeyptii.
Disponível em: http://www.fclar.unesp.br/seer/index.php?journal=estudos&page=article&op=viewFile&path[]=503&path[]=391
“Loucura e Criminalidade: Uma Interface Foucaultiana”
Autor: Joelmar Fernando C. de Souza
Resumo: Segundo Michel Foucault, para entendermos a história dos sistemas de pensamento devemos nos ater não ao que é afirmado e valorizado, mas sim ao que é rejeitado e excluído. Assim sendo, é de fundamental relevância compreender através da visão foucaultiana o processo histórico pelo qual passou o louco, o seu status cronologicamente determinado, bem como a sua co-relação com a criminalidade. Para tanto se fará necessário explicitar de que forma a atual sociedade está encoberta por uma “invisível força de atuação” e disciplina que nos remete à forma e modelo prisional descrito pelo mesmo como sendo “um microcosmo de uma sociedade perfeita onde os indivíduos estão isolados em sua existência moral” para serem classificados, fixados para tirar-lhes o máximo de tempo e o máximo de forças, treinando os seus corpos para, inconscientemente, codificarem seus comportamentos contínuos e condicionados. Pode-se notar, historicamente, que a partir das práticas e vivências do séc. XVIII e XIX, é constituída a sociedade industrial, quando a loucura surge, então, como desordem pela experiência da desrazão. Os tidos loucos se apresentariam, dessa forma, vistos como seres que não atendiam aos interesses e anseios da economia, o que explicitamente dá a idéia propositiva de que ser louco é ir contra os padrões e normas sócio-culturais vigentes em uma dada sociedade. Do mesmo modo seria o crime. O crime só é crime porque criamos uma rede complexa de representações sociais (jurídicas e médicas, principalmente). Analisando, desse modo, temos duas “faces” distintas que em um dado momento, quando se entrecruzam, revelam toda uma preocupação ética sobre a periculosidade da loucura. Receio este que uma vez presumido justificou a criação e a manutenção do instituto de medida de segurança como forma de proteger a sociedade-desejavelmente perfeita e disciplinada-daquele que por sua criminalidade sem consciência e seu caráter visto como indisciplinado e intolerante se tornou perigoso.
Apresentações em eventos: II Fórum de Ensino, Pesquisa, Extensão e Gestão da Unimontes (2008).
“A Loucura Constituída Pelo Poder da Linguagem:
Uma Abordagem Foucaultiana”
Autor: Joelmar Fernando C. de Souza
Resumo: De acordo com Michel Foucault, em toda sociedade há a existência de uma complexa rede de produção de discursos na qual em seu intimo revela a sua potencialidade de controlar, selecionar, organizar e (re)distribuir através das práticas e relações sociais certo número de procedimentos que visam a afirmação das normas, leis, valores ético-morais e funções dos sujeitos em seus papéis de atuação social. Seria através destes discursos conferidos e criados a partir do poder e estabelecidos por meio de um saber que consiste em referir a linguagem a ela mesma que tudo passa a falar. Tornando próprio do saber não o que se vê ou se demonstra, mas o que se interpreta. Interpretação esta tão variada na ordem do discurso que tornou do louco – ou do objeto loucura - aquele em que o discurso não se entende como o dos outros: podendo ser que ao mesmo tempo em que uma dada sociedade sua palavra não fosse ao menos acolhida, não tendo e não sendo verdade, nem relevância, não podendo autenticar um ato; em outra já fosse vista e ouvida, escutada e aceita como uma palavra de verdade. Uma loucura apreendida pela disciplina e saber científico que numa linguagem oriunda da experiência clássica do “discurso” atribui-lhe um nome às coisas e com esse nome o seu ser. Obtida esta apreensão, o louco se isenta de seu status de coisa, e passa a ser uma representação de uma Gramática e de uma Língua Universais ou de um objeto que tem por científico enquadrar as coisas em palavras que designem um único elemento universal. E é por essa comunicação ou imposição conceitual escrita que a prática do Falar se faz possível, pré-concebida, todavia, como a representação mesma do pensamento e de todos os interesses da sociedade da ordem, da disciplina e do poder.
Apresentações em eventos:
* I Colóquio Nacional Michel Foucault (Universidade Federal de Uberlândia, 2008).
* II Fórum de Ensino, Pesquisa, Extensão e Gestão da Unimontes (2008).
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